Síndrome de Burnout: o que é, os sintomas e o tratamento

28 DE OUTUBRO DE 2020

Sabe aquele cansaço excessivo e estresse prolongado no trabalho? Eles podem ser mais do que isso – e indicarem que você está sofrendo com a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional.

 

O que é a Síndrome de Burnout?

 

Síndrome de Burnout é um desgaste que prejudica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, levando a um esgotamento profissional.

 

Quais as profissões mais afetadas pela Síndrome de Burnout?

 

  • profissionais da saúde em geral, principalmente médicos e enfermeiros;
  • jornalistas;
  • advogados;
  • professores;
  • psicólogos;
  • policiais;
  • bombeiros;
  • carcereiros;
  • oficiais de Justiça;
  • assistentes sociais;
  • atendentes de telemarketing;
  • bancários;
  • executivos.

 

Esses profissionais acabam se esforçando muito com o trabalho e, várias vezes, se esquecem dos momentos de descontração e relaxamento. É como se a mente dessas pessoas estivesse alerta o tempo todo, fazendo com que se sintam exaustas.

 

Muitas vezes, o Burnout também está ligado ao fato de as pessoas trabalharem em empregos que exigem bastante delas, isso faz com que se tornem exageradamente perfeccionistas.

 

A cobrança exacerbada de si mesmo, e pelos superiores, acaba impactando de forma negativa na vida pessoal e profissional.

 

No caso das mulheres, vale a pena ressaltar que a maioria delas acaba sendo afetada em decorrência de uma jornada dupla de trabalho: no emprego, propriamente dito, e nas demais tarefas de casa – as responsabilidades de mãe, esposa, estudante etc.

 

O que causa a Síndrome de Burnout?

 

A resposta é que o distúrbio se manifesta quando a relação com o trabalho acaba se transformando em estresse, ansiedade e nervosismo intensos. A pessoa acaba sendo levada ao seu limite, físico e/ou emocional, sentindo-se extremamente cansada, desmotivada e esgotada.

 

Não é difícil encontrar pessoas que, junto com o Distúrbio de Burnout, sofram também de depressão, do uso excessivo de medicamentos e insônia. Porém, tudo isso pode ser contornado ou amenizado com tratamento.

 

É importante ressaltar que a doença não está somente relacionada com o ambiente de trabalho, muitas vezes as tarefas da faculdade ou até mesmo de casa podem ocasionar o problema.

 

Pessoas que são muito empáticas são mais suscetíveis ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Isso porque elas absorvem toda a carga emocional de terceiros para si, o que é uma prática ruim. A dor do outro acaba fazendo com que elas se preocupem excessivamente e sobrecarreguem o seu emocional.

 

Como identificar?

 

A Síndrome de Burnout acaba sendo confundida, muitas vezes, com outros problemas emocionais, isso porque os seus sintomas também estão presentes em outras patologias mentais.

 

Por isso é necessário prestar atenção em muitos detalhes, sendo que o diagnóstico só deve ser feito por um profissional. Saber identificar uma pessoa que tenha a síndrome é importante tanto para ajudá-la e para tornar o convívio o melhor possível.

 

Como tratar a Síndrome de Burnout?

 

Cuidados profissionais nesse momento são bem-vindos. Um acompanhamento adequado para identificar em que nível sua síndrome se encontra é fundamental para, então, escolher formas que auxiliem no combate ao problema.

 

Normalmente, o psicólogo indicará atividades que ajudem a distrair o paciente, tornando-o mais calmo e aliviando todo o estresse e tensão que sente, além da realização das sessões de forma periódica, normalmente uma vez por semana. Nos casos mais graves, um médico pode indicar tratamentos baseados em remédios.

 

Vale ressaltar que o diagnóstico de Síndrome de Burnout pode tornar o trabalhador elegível para o afastamento remunerado pelo INSS. Nesses casos, o paciente tem direito a uma estabilidade de, pelo menos, 12 meses no trabalho. Não deixe de se cuidar por medo de demissão!

 

Fonte: Psicologiaviva