A importância da imunização

30 DE DEZEMBRO DE 2020

Você sabe o que são vacinas?

As vacinas são substâncias que têm como função estimular nosso corpo a produzir respostas imunológicas, nos protegendo contra determinadas doenças. Elas podem ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral (boca). Conforme a Sociedade Brasileira de Imunização – SBIM.

 

Para que servem as vacinas?

 

De acordo com o Ministério da Saúde (MS) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC), as vacinas servem para estimular o organismo a produzir anticorpos que combatem os agressores (antígenos).

 

Quando um antígeno (agressor) entra em contato com o organismo pela primeira vez, ele é incapaz de produzir anticorpos em uma velocidade maior do que o desenvolvimento da doença, por não o conhecer. Por isso, o paciente pode ir a óbito antes que o sistema imunológico dê alguma resposta, afirma o CDC.

 

Entretanto, quando o organismo é invado pelo mesmo antígeno uma segunda vez, ele reconhece o agressor, e pode combatê-lo com mais rapidez. Isso se chama imunidade. Ou seja, o organismo fica imune àquele agente, diz o CDC.

 

A vacina serve para que o primeiro contato com o antígeno, ou seja, o agente agressor, seja de uma forma controlada,  com o antígeno desativado ou enfraquecido, confirma o MS.

 

Por que se vacinar?

De acordo com a MS, a vacina é capaz de proteger nosso organismo e proporcionar benefícios como:

 

●    Redução dos números de casos de doenças infecciosas na comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída;
●    Diminuição do número de hospitalizações;
●    Redução de gastos com medicamentos;
●    Redução da mortalidade;
●    Erradicação de doenças.

 

A viabilidade econômica da vacinação é também indiscutível. Os custos públicos de um programa de vacinação são amplamente suplantados pelos benefícios decorrentes da redução da mortalidade e da melhoria da qualidade de vida da população. Alguns estudos mostram que o valor investido no desenvolvimento, produção e administração das vacinas pediátricas por cada ano de vida salva pelo conjunto das vacinas mais econômicas é, no geral, inferior a poucas dezenas de euros, afirma o CDC.

 

Vacinas são seguras e eficazes

O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, incluindo a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais, garante a SBIM.


No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Por sua vez, a Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas por essa RDC são:

 

  •  Fase exploratória ou laboratorial: esta é a fase inicial do processo, restrita aos laboratórios. Nela, são avaliadas centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  •  Fase pré-clínica ou não clínica: nesta etapa, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  •  Fase clínica: esta fase é realizada em pessoas ou pacientes voluntários e dividida em quatro momentos: no primeiro, é realizada avaliação do produto e tem como objetivo analisar sua segurança e se induz alguma resposta imunológica; no segundo momento, o objetivo é avaliar a eficácia e obter informações mais detalhadas sobre a segurança; no terceiro, objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, ou seja, aquele ao qual se destina a vacina; e, por último, após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Atesta a SBIM.
  • Esse acompanhamento também é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O principal objetivo é quantificar e qualificar os eventos adversos para não haver dúvidas de que os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são nulos ou muito menores que os oferecidos pelas doenças, afirma o MS

 

Vacinas certas para cada fase

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação, que inclui orientação para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Porém, é importante frisar que além das vacinas disponíveis na rede pública, existem as vacinas complementares, na rede privada. Os calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) complementam o PNI, trazendo algumas vacinas ainda não disponíveis na rede pública, mais completas e com foco na saúde individual. Explica o MS.

 

Principais vacinas para crianças e jovens

  • Ao nascer    – BCG Dose única
  • Hepatite B
  • 2 meses    – Pentavalente 1.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2.ª dose)
  • Poliomielite 1.ª dose (VIP)
  • Pneumocócica conjugada 1.ª dose
  • Rotavírus 1.ª dose
  • 3 meses    – Meningocócica C conjugada 1.ª dose
  • 4 meses    – Pentavalente 2.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2.ª dose)
  • Poliomielite 2.ª dose (VIP)
  • Pneumocócica conjugada 2.ª dose
  • Rotavírus 2.ª dose
  • 5 meses    – Meningocócica C conjugada 2.ª dose
  • 6 meses    – Pentavalente 3.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 3.ª dose)
  • Poliomielite 3.ª dose (VIP)
  • Influenza (1 ou 2 doses anuais)
  • 9 meses    – Febre Amarela (dose única)
  • Influenza (1 ou 2 doses anuais)
  • 12 meses    – Pneumocócica conjugada reforço
  • Meningocócica C conjugada reforço
  • Tríplice Viral 1.ª dose
  • Influenza (1 ou 2 doses anuais)
  • 15 meses    – DTP 1.º reforço (incluída na pentavalente)
  • Poliomielite 1º reforço (VOP)
  • Hepatite A (1 dose de 15 meses até 5 anos)
  • Tetra viral (Tríplice Viral 2.ª dose + Varicela)
  • Influenza (1 ou 2 doses anuais)
  • 4 anos    – DTP 2.º reforço (incluída na pentavalente)
  • Poliomielite 2º reforço (VOP)
  • Varicela (1 dose)
  • Influenza (1 ou 2 doses anuais)
  • 9 – 14 anos    – HPV 2 doses
  • Meningocócica C (reforço ou dose única)

 

De acordo com a OMS, as principais vacinas para adultos são:

  • Hepatite B: 3 doses, dependendo da situação vacinal do paciente
  • Febre Amarela: dose única para quem não tiver sido vacinado, ou não possuir comprovante de vacinação
  • Tríplice Viral: 2 doses até os 29 anos, ou 1 dose para aqueles maiores de 30 anos. A idade máxima para a vacinação é de 49 anos
  • DT (Tétano e Difiteria): deve ser realizado reforço da vacina a cada 10 anos
  • dTpa: vacina para gestantes, a partir da 20.ª semana, que não foram vacinadas anteriormente.
  • Consulte seu médico para a necessidade de vacinas não disponíveis pelo SUS, como a meningite meningocócica A, C, W e Y, cólera, entre outras. Orienta o CDC.

 

Portanto, é indiscutível a importância da vacinação, pois está diretamente ligada a melhora da qualidade de vida e o aumento da expectativa de vida dos seres humanos. Afirma o CDC.

 

Graças a aplicação de vacinas, doenças como a varíola, rubéola, poliomielite e sarampo haviam sido erradicadas. A varíola, em escala mundial! No entanto, em função de grupos contrários à vacinação, o Brasil notificou, em 2018 e 2019, o retorno do sarampo, que resultou em mortes, incluindo bebês. Divulgou o MS.

 

Para evitar que outras doenças letais voltem a circular, é necessário reforçar a vacinação: acompanhe o calendário de vacinas do Ministério da Saúde e mantenha sua carteirinha em dia. Orienta o MS.

 

Cuide sempre da sua saúde!